De investigador a ex-estagiário do MP: quem são os presos por suspeita de ligação com o PCC

  • 09/06/2026
(Foto: Reprodução)
Operação prende chefe de investigadores, ex-estagiário do MP e ex-policial em Campinas A operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que investiga a atuação de agentes públicos suspeitos de repassar informações sigilosas e beneficiar integrantes do PCC prendeu nesta terça-feira (9) um ex-chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-estagiário do próprio MP e um ex-policial civil expulso da corporação. Segundo as investigações, eles teriam participado de um esquema que envolve vazamento de informações sigilosas, extorsão de investigados e contatos com investigados apontados como integrantes de um grupo que planejava matar o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Veja quem são os presos: Ex-chefe de investigadores da Dise Ex-chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas (SP), Maurício Aparecido de Oliveira Arquivo pessoal Um dos presos é Maurício Aparecido de Oliveira, que foi chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas (SP). Atualmente, ele trabalhava no 1º Distrito Policial da cidade - central de flagrantes que atende a região central da cidade. De acordo com o Ministério Público, uma semana antes da operação que desarticulou o plano para matar o promotor do Gaeco Amauri Silveira Filho, em agosto de 2025, Maurício se reuniu com um dos suspeitos apontados como responsável por executar o atentado. Os promotores afirmam que encontraram vídeos que mostram o encontro - veja aqui. Agora, tentam descobrir se informações sigilosas sobre a investigação foram repassadas ao grupo criminoso. O g1 tenta localizar a defesa de Maurício. Ex-estagiário do Ministério Público Gabriel Lira de Jesus, ex-estagiário do MP preso em operação contra infiltrados do PCC Reprodução/Instagram Outro preso é o bacharel em direito Gabriel Lira de Jesus que, na época dos fatos investigados, fazia estágio em uma promotoria criminal do Ministério Público em Campinas. A defesa dele não foi localizada. Segundo o Gaeco, ele teria usado o acesso a sistemas e bancos de dados da instituição para localizar investigados com alto poder econômico e exigir dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações. A suspeita é que ele tenha entrado na promotoria já com a intenção de obter informações para esse tipo de prática. Uma das descobertas da investigação surgiu após a análise do celular de Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como "Dragão", suspeito de financiar o plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho. No aparelho de Dragão, promotores encontraram mensagens em que Gabriel Lira de Jesus cobrava R$ 500 mil para que informações sobre o empresário não fossem enviadas ao Gaeco. A partir dessas mensagens, os investigadores chegaram ao então estagiário. Segundo o MP, ele deixou a promotoria algumas semanas após operações que tinham "Dragão" como alvo e passou a trabalhar em um escritório de advocacia da região de Campinas, que também foi alvo de buscas nesta terça-feira. Ex-policial civil O terceiro preso é um ex-policial civil que, segundo o Ministério Público, teria ajudado o então estagiário e participado do esquema. O nome dele não foi divulgado. Ele já havia sido preso em 2008 e acabou expulso da Polícia Civil após ser condenado por um caso de extorsão. Na ocasião, de acordo com a denúncia do Ministério Público, ele e outros dois policiais prenderam uma mulher investigada por tráfico de drogas e exigiram dinheiro de um suposto chefe da quadrilha para libertá-la. Investigação A Operação Infiltrados é um desdobramento de duas operações deflagradas no ano passado: Operação Pronta Resposta: deflagrada em agosto, apurou a atuação de organização criminosa ligada ao PCC que, dentre outros crimes, estaria planejando um atentado contra a vida do promotor de Justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho. Operação Off White: deflagrada em 30 de outubro de 2025 - realizada para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil. Entre eles, um dos principal chefes em liberdade do PCC: Sérgio Luiz de Freitas (Mijão ou Xixi). Além das três prisões temporárias, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Campinas e Cardoso (SP). Um policial penal também é investigado e foi alvo de buscas. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/06/09/de-investigador-da-dise-a-ex-estagiario-do-mp-quem-sao-os-presos-por-suspeita-de-ligacao-com-o-pcc.ghtml


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