Hepatite A e leptospirose: região de Campinas tem 577 casos em cinco anos, e Prefeitura alerta para risco em período de chuva
22/02/2026
(Foto: Reprodução) A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria presente na urina de roedores e que pode estar presente na água suja
Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
O Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Campinas (SP) registrou, entre 2022 e 2026, 577 casos de hepatite A e leptospirose, doenças que podem ser transmitidas por meio do contato com a água contaminada de enchentes.
Os dados foram enviados pelo Governo Estadual a pedido do g1 e consideram os municípios atendidos pelo Departamento Regional de Saúde VII. No mesmo período, 20 pessoas morreram em decorrência da leptospirose na região.
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Diante do período chuvoso, a Secretaria de Saúde da metrópole reforçou orientações para cuidados preventivos. As tempestades do verão podem resultar em alagamentos de vias e inundações de córregos, o que coloca em risco a saúde de pessoas expostas a essas situações.
💧 A pasta entrega hipoclorito de sódio para residentes de imóveis afetados quando é constatado que há risco de transmissão de doenças. A orientação é para que, nestes casos, os moradores acionem a Defesa Civil pelo telefone 199 para avaliação inicial.
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Hepatite A na região de Campinas
Leptospirose
A leptospirose é uma zoonose causada pela bactéria leptospira. É considerada uma doença aguda transmitida pelo contato com urina de animais infectados, como roedores, ou água e lama contaminadas pela bactéria. Os sintomas mais comuns são:
febre
dores musculares, de cabeça ou abdominal
falta de apetite, náuseas, vômitos e diarreia
vermelhidão nos olhos
tosse e alta de ar
Se o paciente apresentar febre, deve procurar rapidamente um serviço de saúde em que a situação será avaliada, inclusive com a análise do contato com água ou lama de enchente. Se constatada a suspeita de leptospirose, a pessoa será notificada, tratada e fará exames.
Hepatite A
A hepatite A é causada por um vírus e a transmissão fecal-oral (contato de fezes com a boca) também pode ser decorrente das águas contaminadas em alagamentos de vias. Há ainda possibilidade de contato entre pessoas próximas, via contato sexual oral ou anal.
Não há tratamento específico para hepatite A e a Prefeitura reforça o alerta contra a automedicação, uma vez que medicamentos desnecessários ou que são tóxicos ao fígado podem piorar o quadro. Os sintomas iniciais são:
fadiga e mal-estar
febre
dores musculares
enjoo e vômitos
dor abdominal, constipação ou diarreia
A vacina contra hepatite A faz parte do Calendário Nacional e há recomendação do Ministério da Saúde de dose única para pessoas aos 15 meses. O imunizante está disponível nas unidades básicas de Campinas. Os endereços e horários de funcionamento estão disponíveis pela internet.
Capacitação de agentes para comunicação de risco
A secretaria também está intensificando a capacitação dos agentes comunitários de saúde para comunicar aos moradores das áreas em que atuam sobre os riscos relacionados a enchentes e alagamentos.
No site da Prefeitura, é possível encontrar materiais educativos com informações sobre o que fazer caso tenha sintomas após ter contato com água de alagamento, como realizar a limpeza e desinfecção de ambientes com hipoclorito, além de orientações para profissionais de saúde.
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