Investigado por fraudes em licitações, vice-prefeito de Hortolândia volta ao cargo após autorização da Justiça
19/03/2026
(Foto: Reprodução) Cafu César
Reprodução/Facebook
A Prefeitura de Hortolândia (SP) informou que o vice-prefeito Cafu César (PSB) voltou ao cargo nesta quinta-feira (19) após autorização da Justiça. Alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações públicas, ele estava afastado da função desde novembro de 2025.
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Carlos Augusto César, de 63 anos, foi preso em 12 de novembro. No dia 18 do mesmo mês, a Câmara Municipal aprovou que ele se afastasse do cargo sem remuneração. Em dezembro, a Justiça acatou o pedido de habeas corpus que revogava a prisão preventiva, determinando medidas cautelares.
Na última quinta-feira (12), quatro meses após deixar o cargo temporariamente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou um novo recurso e revogou parte das medidas cautelares, inclusive a que determinava o afastamento de Cafú das suas funções públicas.
Dessa forma, entre as medidas impostas atualmente, estão:
Comparecimento mensal em juízo.
Retenção do passaporte.
Proibição de comunicação com os demais investigados arrolados no caso (limitando a restrição apenas aos investigados, e não mais a qualquer agente público).
Operação da PF
Vice-prefeito de Hortolândia é preso em operação da PF contra fraudes em licitações
O vice-prefeito, segundo a investigação da Polícia Federal, direcionava licitações do município e a liberação de pagamentos para empresa Life Tecnologia Educacional em troca de vantagens indevidas. Há indícios de que ele teria recebido pelo menos R$ 2,4 milhões.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cafu Cesar fez compras de R$ 2,9 milhões em artigos de luxo, pagou R$ 1,2 milhão por um imóvel em espécie e também teria acesso a uma BMW 320i por meio da empresa envolvida no esquema.
Entenda as fraudes
Segundo a investigação, a organização criminosa usava lobistas para intermediar contatos entre a Life Tecnologia Educacional, empresa usada no esquema, e o poder público.
O dinheiro arrecadado era lavado por meio da ação de doleiros que geravam o montante em espécie para repassar propinas aos envolvidos nas etapas anteriores.
Segundo a PF, a maioria dos créditos recebidos pela Life entre 2021 e 2024 vem de recursos públicos. Os valores recebidos de Sumaré, Hortolândia e Morungaba totalizam R$ 99.399.812,87.
A investigação também aponta um valor de R$ 11.757.440,96, possivelmente referente à cidade de Limeira. Com isso, o total proveniente de entes públicos é de R$ 111.157.253,83.
Em termos de faturamento por notas fiscais, as vendas da Life para esses municípios somaram pouco mais de R$ 86 milhões.
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